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A importância da imagem no jornalismo atual como construção de memórias

Com o objetivo de debater os principais conceitos da fotografia no jornalismo atual, foi realizado a palestra “A imagem no jornalismo e a força para a produção de memórias”. O evento ocorreu no último dia 03 de abril, na Faculdade Estácio Teresina.

A palestra contou com a presença do fotojornalista Thiago Amaral e da professora doutora em Comunicação pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), Nilsângela Cardoso de Lima. O bate-papo com os alunos de Jornalismo faz parte de uma atividade realizada pela professora da disciplina de Redação para Mídia Impressa, Sammara Jericó.

“A imagem no Jornalismo exige cuidado e responsabilidade”, diz professora Sammara Jericó (Foto: Marcelo Gomes)

“A imagem na minha opinião provoca uma pluralidade de leitura e interpretações em qualquer meio, seja no jornalismo, ou em nossa vida social. Cada imagem tem uma interpretação e depende muito das experiências e daquilo que nós acreditamos”, explica Sammara.

A professora Doutora Nilsângela Cardoso iniciou sua fala explicando que a imagem é um processo seletivo em nossa memória. “Às vezes lembramos de acontecimentos e não de outros. Recordamos de determinadas fotos. É o processo que a memória exige, ela é seletiva. Nem tudo fica registrado ou gravado”, afirmou.

A doutora em comunicação esclarece como é feito a escolha de imagens para capas de jornais e revistas. “Fora as questões políticas e as olimpíadas, fotos de tragédia, morte e catástrofes, que expressam dor e sofrimento, geralmente acabam ganhando espaço nas melhores áreas de um jornal”.

Nilsângela Cardoso fala sobre o registro de memórias com a fotografia (Foto: Marcelo Gomes)

Além disso, Nilsângela Cardoso afirma que determinadas imagens podem ser usadas para caráter político e social. Para isso é necessário entender a forma e os sentidos que essa imagem irá produzir na matéria e na capa do jornal.

Nilsângela Cardoso reitera que a foto é um registro da verdade. Segundo a professora, antes não se entendia que a imagem poderia ser manipulada, pelo fato dela ter sido fotografada. “A foto assim como o jornalismo, ela passa por uma seleção, construção e intencionalidade. As imagens são carregadas de sentimento, dor, sofrimento, alegria, mas há outras intencionalidades, tanto daquele que faz a foto, como do jornal que a publica”.

Nilsângela Cardoso fala ainda sobre o excesso de imagens nas redes sociais, jornais e revistas que podem afetar à memória diante de tantos fatos que acontecem no dia a dia.

A professora explica que a medida pode afetar, mas também pode contribuir, pois é criado um banco de memórias em que você pode arquivar esse conjunto de fotografias.

“É verdade que hoje você tem uma overdose de fotos. Não se sabe ao certo até que ponto isso contribuiria para a memória, mas o importante que dentro de um conjunto do banco de acesso que você tem, teria ali uma infinidade de imagens em diferentes enquadramentos e recortes em que você pode escolher a medida que a memória também é seletiva”, disse.

Nilsângela Cardoso afirma que um bom jornalismo é feito com ética, profissionalismo, utilizando dentro do caráter que é inerente à profissão. A professora esclarece que é “importante o uso da foto com a legenda e dentro de determinado contexto histórico que condiz com a realidade. O papel do jornalista nesse momento é de fundamental importância na construção do texto, onde essa matéria vai apresentar e sobretudo tendo como compromisso a verdade”.

 
 
 

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